"A Culpa É Das Estrelas" (pelo que o John Green diz...)

Olá!
Ontem disse na página que hoje iria assistir à estreia do filme A Culpa É Das Estrelas e que depois vos deixava aqui um post acerca do mesmo e é isso que eu vou fazer, mas digamos que será mais uma divagação acerca do tema abordado pelo filme.
Para quem não sabe o filme de A Culpa É Das Estrelas é inspirado num livro, escrito por John Green, com o mesmo nome. Fala de uma rapariga, de nome Hazel Grace Lancaster, com cancro nos pulmões e com reduzidas probabilidades de ter uma vida longa ou, pelo menos, dita de tamanho normal. Essa mesma rapariga conhece um rapaz, chamado Augustus Waters, que teve igualmente um cancro e que lhe foi amputada uma perna, mas Gus – como é alcunhado – terá uma vida normal, segundo os médicos. Depois de várias peripécias (que não vou contar para não arruinar a vossa curiosidade), Hazel é confrontada com o facto de Gus estar completamente infetado por um (novo) cancro e estar com as probabilidades de vida ainda mais reduzidas que as de Hazel. Perante isto, acho que já todos percebemos o final, mas de qualquer das formas não o vou revelar.
Tudo isto para chegarmos a um ponto de situação: não vale a pena darmos a nossa vida como garantida. Não vale, simplesmente. Nós nunca sabemos o que nos vai acontecer daqui a dez minutos, dez segundos. Temos de aproveitar a vida, ao máximo, enquanto podemos e enquanto temos as condições, ditas normais, para vivermos.
A história de Hazel e Gus mostra-nos de uma forma bastante real – da forma como todos os filmes sobre o tema o deveriam abordar – como é viver com cancro. Viver com a ideia permanente de que a nossa vida é quase que um jogo. Se sobrevivermos o jogo está ganho, mas se perdermos o
jogo, neste caso a batalha contra o “monstro”, a nossa vida termina. Acho que muita gente que se queixa que tem uma vida miserável deveria ver este filme e perceber que há pessoas em situações muito piores. Pode ser apenas um filme, mas ninguém nos garante que não haja alguém a viver uma situação idêntica neste exato momento.
Outro ponto é a questão do amor… Repito que é apenas um filme mas é dos mais reais que já vi, talvez pelo facto de abordar um tema que hoje em dia quase se tornou “comum”. Mostra-nos, independentemente da doença de cada um, o poder do amor, do verdadeiro amor, e também da verdadeira amizade. Há uma passagem do filme/livro que me comoveu bastante, em que o melhor amigo de Gus, que é cego, lhe diz que não quer ver um mundo sem ele. Isso é bonito, isso é verdadeira amizade. Ou então… Outra frase que me tocou e onde, sinceramente, eu posso ver o quão grande o amor era é it would be a privilegie to have my heart broken by you. É bonito, eu acho.
Nem todos têm de gostar do filme, mas acho que constitui uma lição de vida e nos deixa a todos a rever os nossos conceitos e prioridades pelo choque que causa – pelo menos a mim. É uma boa forma de repensarmos na nossa vida e reavaliarmos se é assim tão má como pensamos…
E assim me despeço (com mais uma citação do filme/livro): Maybe ‘okay’ will be our ‘always’.



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