Outra vida (1)

Há sempre aquela curiosidade de saber como é o quotidiano daquelas pessoas que nos são queridas e que nem sempre estão do nosso lado, todos os dias. Como é a vista que têm todos os dias quando acordam. Como é o clima. Como são as pessoas e os seus costumes. Como são as festas, as músicas, as danças, as vozes. Como é viver num local onde a língua, os costumes e as pessoas são diferentes e, tantas vezes, desconhecidas. Aquela curiosidade de saber como é sentirmo-nos perdidos num sitio onde todos são tão diferentes de nós.

E eu descobri isso nesta semana que passou. Visitei a Alemanha e descobri como é a vida de algumas pessoas de quem eu tanto gosto e que vivem tão longe de mim.

A observação geral feita é que se nota que estamos noutro país, num país diferente. As pessoas falam uma língua, no mínimo, estranha; têm caraterísticas físicas bem diferentes das nossas e que se notam a léguas de distância; têm hábitos tão diferentes (e alguns bem mais saudáveis)…

Acho que é um país movido a rodas, mas não apenas de carros. Há o eléctrico, as (centenas, talvez) bicicletas, os aviões, as motas… Há a diversidade. É um país que se resume a bem mais que a Angela Merkel, aos campeões do mundo e a cerveja (embora se veja pessoas a venderem e a beberem cerveja em todos os cantos). Há as festas das cidades, os diversos lugares típicos, os monumentos, as diversões, os parques, os animais… Tudo. Há um enorme país que as pessoas tendem a subestimar.



E, por uma semana, eu vivi aquela vida que até então era um mistério para mim. Explorei aquelas ruas, interagi com aquelas pessoas, pratiquei os seus costumes, vivi momentos que acredito não ir esquecer mais. Vivi o suficiente, ao ponto de haver coisas que me lembram aqueles dias. Aqueles dias em que percebi qual a necessidade de ir até ao campo, quando se vive num apartamento na cidade – algo que, para mim que sempre vivi numa aldeia, era completamente desconhecido. Mas eu vivi como aquelas pessoas que estão longe do seu país faz imensos anos e eu senti como elas. As saudades, a excitação de estar num país diferente e querer explorar e conhecer tudo, a necessidade de respirar ar puro… Então, perante todos esses sentimentos, eu questionei-me: e se um dia for eu a estar longe por tempo indefinido? 


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